Há muitos anos o meu avô paterno decidiu vir para Angola.
Tinha apenas 12 anos quando veio (1922), no barco a vapôr para "Loanda", onde tinha um irmão mais velho a trabalhar. Aos 15 anos foi, mais uma vez de navio a vapôr (no Beira), para Benguela. Para tal foi-lhe passada a guia nº. 33 passada pela Administração do Concelho de Loanda, não datada mas que refere ter a idade de 15 anos, por isso terá sido em 1924/1925.
Daí terá ido para as proximidades da Caála. O meu pai nasceu então na Caála (a minha avó terá sido levada de tipóia do "mato" para a Caála para ter o filho).
Depois estabeleceu-se na cidade de Nova Lisboa (Huambo até 1926), onde residimos todos até 1975.
"Forçados" a saír a 11 de Março de 1975, fomos para a "nossa terra" - Portugal.
Por lá andei até 1988, ano em que concluí os meus estudos e prontamente me voluntariei para voltar à "minha terra", desta feita como coperante e já pai de uma menina de 3 meses.
Por cá trabalhei até 1992 (30 de Out de 1992).
Mas como bebi água do Bengo e mais ainda do Kuando voltei.
Há coisas na vida que não conseguimos mudar ... o "rio" é para ali que corre e não vale a pena querer pô-lo a "correr" ao contrário. Não temos "força" para pegar na "bola" e virá-la para outro lado. Ela não é um "balancé". Nós é que somos os peões dela e da vida.
Muita coisa hei-de contar neste "bocado de ecrã".
Vivências passadas, presentes e futuras.
Vamos ver o que vai ser e como vai ser, mas há-de ser.
Estamos juntos ...
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
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